Adeus! já nada tenho que dizer-te.
Minhas horas finais trêmulas correm.
Dá-me o último riso, p'ra que eu possa
Morrer cantando, como as aves morrem.
Ai daquele que fez do amor seu mundo!
Nem deuses nem demônios o socorrem.
Dá-me o último olhar, para que eu possa
Morrer sorrindo, como os anjos morrem.
Foste a serpente, e eu, vil, ainda te adoro!
Que vertigens meu cérebro percorrem!
Mente a última vez, para que eu possa
Morrer sonhando, como os doidos morrem.
— Vitoriano Palhares
sábado, 24 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Livros
- Contos de Amor de Loucura e de Morte – Horacio Quiroga
- Reverberações da Fronteira em Horacio Quiroga – Wilson Alves-Bezerra, Ed Humanitas, 2008
- O Estrangeiro – Albert Camus
- As Palavras – Sartre
- Contos Novos – Mário de Andrade
- Claro Enigma – Drummond
- A Montanha Mágica – Thomas Mann
- Vista do Rio – Rodrigo Lacerda
- O Amanuense Belmiro – Cyro dos Anjos
- Meu Destino É Ser Onça – Alberto Mussa, Record, 2008
Jean-Marie Gustave Le Clézio
- À Procura do Ouro – Brasiliense/1985 (esgotado)
- O Deserto – Brasiliense/1986 (esgotado)
- Diego e Frida – Scritta/1994 (esgotado)
- A Quarentena – Cia das Letras/1997
- O Peixe Dourado – Cia das Letras/2001
- O Africano – Cozac Naif/2007
Antôno Lobo Antunes
- Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo – Objetiva/2004
- Conhecimento do Inferno – Objetiva/2006
- Memória de Elefante – Objetiva/2006
- Os Cus de Judas – Objetiva/2007
- Eu Hei-de Amar uma Pedra – Objetiva/2007
- Ontem não te vi em Babilônia – Objetiva/2008
Lista de livros – FUVEST 2009
- Auto da Barca do Inferno – Gil Vicente
- Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida
- Iracema – José de Alencar
- Dom Casmurro – Machado de Assis
- O Cortiço – Aluísio Azevedo
- A Cidade e as Serras – Eça de Queirós
- Vidas Secas – Graciliano Ramos
- Capitães de Areia – Jorge Amado
- Antologia Poética (2ª versão aumentada) – Vinícius de Moraes
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Lobo Antunes na Flip 2009
Antôno Lobo Antunes é considerado, por críticos de todo o mundo, como o mais importante romancista português depois de Eça.
No Brasil foram lançados:
No Brasil foram lançados:
- Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo
Objetiva/2004 - Conhecimento do Inferno
Objetiva/2006 - Memória de Elefante
Objetiva/2006 - Os Cus de Judas
Objetiva/2007 - Eu Hei-de Amar uma Pedra
Objetiva/2007 - Ontem não te vi em Babilônia
Objetiva/2008
Segundo o Caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo de 22.1.09, a Editora Objetiva lançará, em junho de 2009, o romance Meu Nome É Legião.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Folha de São Paulo – Caderno Mais! – 18/01/09
As tramas de Poe
Tem um Poe para o gosto de cada tipo de leitor moderno: tem o policial de certos contos, o racionalista dos comentários, o filosófico amalucado de "Eureka", o frio e calculista da "Filosofia da Composição", o psicanalítico de outros contos, até o sensacionalista das polêmicas, além do herói romântico de vida errática e intensa. A 200 anos de seu nascimento, essas facetas estão cada vez mais nítidas, numa obra nunca totalmente traduzida para o português, que soma milhares de páginas repletas de interesse, por qualquer desses lados. Não custa aumentar a lista com mais este: morreu com apenas 40 anos, e em circunstâncias ainda hoje não esclarecidas.
Morrer aos 40 quer dizer o seguinte: se Machado de Assis houvesse morrido nessa idade, não teria escrito nada a partir das "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e do primeiro volume de seus contos excelentes, "Papéis Avulsos", e isso inclui nada menos que todos os seus maiores romances e contos; se Jorge Luis Borges tivesse morrido aos 40, não teria publicado nem mesmo "Ficciones" e "El Aleph", quer dizer, nada do que produziu de maduro e fez sua fama mundial.
Edgar Allan Poe nasceu em Boston, Massachusetts, em 1809, e faleceu em Baltimore, Maryland, em 1849. Perdeu pai e mãe, ambos atores itinerantes, aos dois anos de idade; foi criado por um comerciante rico (de quem incorporou o sobrenome Allan), com quem teria relações conflituosas na juventude. Viveu a meninice na Inglaterra, entre 1815 e 1820, estudando na antiga metrópole de seu jovem país.
Destacou-se nos estudos, mas não cursou senão um ano na universidade, de volta aos EUA. Foi soldado e chegou a entrar na academia de West Point; mas seu temperamento e seu comportamento (endividou-se com jogo, bebia muito) o impediram de seguir carreira militar. Viveu sua vida adulta com grandes dificuldades econômicas (seu pai adotivo não lhe legou nada), sempre trabalhando em jornais e revistas; e tinha desde cedo a convicção, várias vezes expressa, de ser um gênio.
Lembrar Machado e Borges como termos de comparação não tem nada de gratuito. O incomparável escritor brasileiro (1839-1908) cita Poe desde 1866; cita-o poucas vezes, mas o suficiente para expor sua proximidade com aspectos centrais da criação de Poe, além de sua tradução de "O Corvo", poema-símbolo do escritor norte-americano.
Borges (1899-1986), então, nem se fala: cita-o inúmeras vezes, escreve analiticamente sobre ele, identifica-o como um ponto de apoio para suas concepções de arte. Em certo momento, dirá que foi Poe quem inventou o leitor moderno, o leitor desconfiado a quem é preciso ao mesmo tempo convencer (atingindo a famosa "suspension of disbelief", que Poe aprendeu com seu mestre-mor, o poeta e ensaísta S.T. Coleridge) e manter tenso, manipulando as frágeis linhas da palavra escrita.
Não foi Poe o único inventor desse novo leitor, claro; certamente teve o grande auxílio de outro gênio, agora francês, não por acaso seu leitor fiel, Charles Baudelaire, tradutor de Poe para a grande língua de cultura letrada do século 19 ainda nos anos 1850, e responsável, por isso, pela enorme divulgação de sua obra Ocidente afora. Foi Baudelaire que formulou o problema, com carinho e rispidez simultâneas, no sintético verso que resume a filosofia moderna do tema: "Leitor hipócrita, meu semelhante, meu irmão".
Poe não foi tão longe no juízo sobre o novo leitor, mas abriu o caminho. Sua já mencionada "Filosofia da Composição" (1846) anuncia a tese-síntese da literatura que quer capturar o leitor -escrever tendo em vista um efeito previamente deliberado, o que exclui o espontaneísmo e a intuição-, aquele leitor que já não vive nos palácios e sim na rua, que não é o aristocrata vivendo da renda da terra e, portanto, ocioso, mas sim o burguês correndo atrás da grana, com tempo curto. Pelo mesmo caminho, Poe defendeu o conto contra o romance, como um sinal dos tempos, não como decadência, sendo nisso um pragmático; mas não levava livre o mau gosto da burguesia de seu tempo, tendo-a mesmo atacado num texto de grande originalidade, a "Filosofia do Mobiliário".
Tudo isso aparece pela primeira vez claramente em sua obra, mas ele segue os passos de certa família de ensaístas que já se preocupava com estes temas -o papel do leitor, a irrelevância da literatura que não fala diretamente ao leitor, assim como a importância do autoexame público por parte de quem escreve, o que inclui a revelação de bastidores da concepção. Quem antes dele? A linhagem recua pelo menos a Montaigne, citado em interessante passagem de sua "Marginália", coletânea de palpites, reflexões rápidas, confissões, crítica social e filosofia, e certamente passa pelos ensaístas ingleses do século 18. Gente do tipo que simultaneamente sabe de sua condição crítica superior -"Para apreciar completamente uma obra de gênio é mister possuir toda a superioridade que serviu para produzi-la", anota Poe- e sabe das imensas dificuldades de levar a cabo uma obra exigente.
Entre fato e ficção
Talvez por isso, e dadas as condições objetivas de sua vida, Poe inventou outra modalidade de autodivulgação: a mistificação. Por intuição ou por cálculo, ele se promovia como se soubesse que o artista moderno é sua obra e ele mesmo, neste mundo-celebridade. Certa vez, mentiu (por escrito) sobre suas experiências, dizendo, numa autoapresentação para uma antologia de poesia, que muito jovem havia se dirigido à Grécia, para lutar pela independência daquele berço do Ocidente (como Byron), mas no caminho acabara desviando para a Rússia, onde teria vivido intensas experiências. Tudo mentira -mas dava charme.
Essa estratégia de ultrapassagem entre fato e ficção rendeu bem, em termos artísticos: em várias passagens de sua obra contística vamos encontrar alegações de realidade (manuscrito encontrado pelo autor, por exemplo), assim como na obra ensaística haverá momentos de pura ficção (como na carta reproduzida no ensaio "Eureka", datada de 2848!). Como tantos depois, Poe borrou os limites entre gêneros, padrões literários, estatutos ontológicos.
Que ele seja mais famoso pelo lado gótico, enigmático e histriônico não estranha, porque isso também existe em sua obra; como Baudelaire, ele também foi revelado ao leitor brasileiro mais pelos aspectos gritantes e menos pela vigorosa dimensão crítica. Mas aí estão grandes leitores, como Freud e Lacan, a mostrar que aquele interesse artístico de Poe nos mecanismos do sonho e da fantasia prenunciava o caminho futuro da arte, caminho não por acaso balizado, não custa lembrar, pela lógica profunda do capitalismo, que seu país se preparava para liderar. Mas Poe não é profeta trivial; como outros românticos destemperados e tocados pelo senso da originalidade -me ocorrem dois exemplos desiguais mas não aleatórios, Glauber Rocha e Qorpo-Santo-, sua obra diz mais do que ele intentou, e por isso continua viva.
LUÍS AUGUSTO FISCHER, professor de literatura na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), é autor de "Machado e Borges" (ed. Arquipélago), entre outros.
Tem um Poe para o gosto de cada tipo de leitor moderno: tem o policial de certos contos, o racionalista dos comentários, o filosófico amalucado de "Eureka", o frio e calculista da "Filosofia da Composição", o psicanalítico de outros contos, até o sensacionalista das polêmicas, além do herói romântico de vida errática e intensa. A 200 anos de seu nascimento, essas facetas estão cada vez mais nítidas, numa obra nunca totalmente traduzida para o português, que soma milhares de páginas repletas de interesse, por qualquer desses lados. Não custa aumentar a lista com mais este: morreu com apenas 40 anos, e em circunstâncias ainda hoje não esclarecidas.
Morrer aos 40 quer dizer o seguinte: se Machado de Assis houvesse morrido nessa idade, não teria escrito nada a partir das "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e do primeiro volume de seus contos excelentes, "Papéis Avulsos", e isso inclui nada menos que todos os seus maiores romances e contos; se Jorge Luis Borges tivesse morrido aos 40, não teria publicado nem mesmo "Ficciones" e "El Aleph", quer dizer, nada do que produziu de maduro e fez sua fama mundial.
Edgar Allan Poe nasceu em Boston, Massachusetts, em 1809, e faleceu em Baltimore, Maryland, em 1849. Perdeu pai e mãe, ambos atores itinerantes, aos dois anos de idade; foi criado por um comerciante rico (de quem incorporou o sobrenome Allan), com quem teria relações conflituosas na juventude. Viveu a meninice na Inglaterra, entre 1815 e 1820, estudando na antiga metrópole de seu jovem país.
Destacou-se nos estudos, mas não cursou senão um ano na universidade, de volta aos EUA. Foi soldado e chegou a entrar na academia de West Point; mas seu temperamento e seu comportamento (endividou-se com jogo, bebia muito) o impediram de seguir carreira militar. Viveu sua vida adulta com grandes dificuldades econômicas (seu pai adotivo não lhe legou nada), sempre trabalhando em jornais e revistas; e tinha desde cedo a convicção, várias vezes expressa, de ser um gênio.
Lembrar Machado e Borges como termos de comparação não tem nada de gratuito. O incomparável escritor brasileiro (1839-1908) cita Poe desde 1866; cita-o poucas vezes, mas o suficiente para expor sua proximidade com aspectos centrais da criação de Poe, além de sua tradução de "O Corvo", poema-símbolo do escritor norte-americano.
Borges (1899-1986), então, nem se fala: cita-o inúmeras vezes, escreve analiticamente sobre ele, identifica-o como um ponto de apoio para suas concepções de arte. Em certo momento, dirá que foi Poe quem inventou o leitor moderno, o leitor desconfiado a quem é preciso ao mesmo tempo convencer (atingindo a famosa "suspension of disbelief", que Poe aprendeu com seu mestre-mor, o poeta e ensaísta S.T. Coleridge) e manter tenso, manipulando as frágeis linhas da palavra escrita.
Não foi Poe o único inventor desse novo leitor, claro; certamente teve o grande auxílio de outro gênio, agora francês, não por acaso seu leitor fiel, Charles Baudelaire, tradutor de Poe para a grande língua de cultura letrada do século 19 ainda nos anos 1850, e responsável, por isso, pela enorme divulgação de sua obra Ocidente afora. Foi Baudelaire que formulou o problema, com carinho e rispidez simultâneas, no sintético verso que resume a filosofia moderna do tema: "Leitor hipócrita, meu semelhante, meu irmão".
Poe não foi tão longe no juízo sobre o novo leitor, mas abriu o caminho. Sua já mencionada "Filosofia da Composição" (1846) anuncia a tese-síntese da literatura que quer capturar o leitor -escrever tendo em vista um efeito previamente deliberado, o que exclui o espontaneísmo e a intuição-, aquele leitor que já não vive nos palácios e sim na rua, que não é o aristocrata vivendo da renda da terra e, portanto, ocioso, mas sim o burguês correndo atrás da grana, com tempo curto. Pelo mesmo caminho, Poe defendeu o conto contra o romance, como um sinal dos tempos, não como decadência, sendo nisso um pragmático; mas não levava livre o mau gosto da burguesia de seu tempo, tendo-a mesmo atacado num texto de grande originalidade, a "Filosofia do Mobiliário".
Tudo isso aparece pela primeira vez claramente em sua obra, mas ele segue os passos de certa família de ensaístas que já se preocupava com estes temas -o papel do leitor, a irrelevância da literatura que não fala diretamente ao leitor, assim como a importância do autoexame público por parte de quem escreve, o que inclui a revelação de bastidores da concepção. Quem antes dele? A linhagem recua pelo menos a Montaigne, citado em interessante passagem de sua "Marginália", coletânea de palpites, reflexões rápidas, confissões, crítica social e filosofia, e certamente passa pelos ensaístas ingleses do século 18. Gente do tipo que simultaneamente sabe de sua condição crítica superior -"Para apreciar completamente uma obra de gênio é mister possuir toda a superioridade que serviu para produzi-la", anota Poe- e sabe das imensas dificuldades de levar a cabo uma obra exigente.
Entre fato e ficção
Talvez por isso, e dadas as condições objetivas de sua vida, Poe inventou outra modalidade de autodivulgação: a mistificação. Por intuição ou por cálculo, ele se promovia como se soubesse que o artista moderno é sua obra e ele mesmo, neste mundo-celebridade. Certa vez, mentiu (por escrito) sobre suas experiências, dizendo, numa autoapresentação para uma antologia de poesia, que muito jovem havia se dirigido à Grécia, para lutar pela independência daquele berço do Ocidente (como Byron), mas no caminho acabara desviando para a Rússia, onde teria vivido intensas experiências. Tudo mentira -mas dava charme.
Essa estratégia de ultrapassagem entre fato e ficção rendeu bem, em termos artísticos: em várias passagens de sua obra contística vamos encontrar alegações de realidade (manuscrito encontrado pelo autor, por exemplo), assim como na obra ensaística haverá momentos de pura ficção (como na carta reproduzida no ensaio "Eureka", datada de 2848!). Como tantos depois, Poe borrou os limites entre gêneros, padrões literários, estatutos ontológicos.
Que ele seja mais famoso pelo lado gótico, enigmático e histriônico não estranha, porque isso também existe em sua obra; como Baudelaire, ele também foi revelado ao leitor brasileiro mais pelos aspectos gritantes e menos pela vigorosa dimensão crítica. Mas aí estão grandes leitores, como Freud e Lacan, a mostrar que aquele interesse artístico de Poe nos mecanismos do sonho e da fantasia prenunciava o caminho futuro da arte, caminho não por acaso balizado, não custa lembrar, pela lógica profunda do capitalismo, que seu país se preparava para liderar. Mas Poe não é profeta trivial; como outros românticos destemperados e tocados pelo senso da originalidade -me ocorrem dois exemplos desiguais mas não aleatórios, Glauber Rocha e Qorpo-Santo-, sua obra diz mais do que ele intentou, e por isso continua viva.
LUÍS AUGUSTO FISCHER, professor de literatura na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), é autor de "Machado e Borges" (ed. Arquipélago), entre outros.
Prêmio Nobel de Literatura 2008
Jean-Marie Gustave Le Clézio, romancista francês.
Obras no Brasil:
• O Africano (2007) – Cozac Naif
• O Peixe Dourado (2001) – Cia das Letras
• A Quarentena (1997) – Cia das Letras
• Diego e Frida (1994) – Scritta (esgotado)
• O Deserto (1986) – Brasiliense (esgotado)
• À Procura do Ouro (1985) – Brasiliense (esgotado)
Obras no Brasil:
• O Africano (2007) – Cozac Naif
• O Peixe Dourado (2001) – Cia das Letras
• A Quarentena (1997) – Cia das Letras
• Diego e Frida (1994) – Scritta (esgotado)
• O Deserto (1986) – Brasiliense (esgotado)
• À Procura do Ouro (1985) – Brasiliense (esgotado)
Folha Online – 25/12/08
Morre Prêmio Nobel de Literatura Harold Pinter (da France Presse, em Londres)
O Prêmio Nobel de Literatura, o britânico Harold Pinter, morreu aos 78 anos, no Reino Unido, nesta quarta-feira (24).
Laureado com o Nobel em 2005, o prêmio recompensou um autor que, "em suas obras revela o precipício que se esconde sob a conversa fiada diária e força sua entrada no âmbito fechado da opressão", afirmou o júri da Academia Sueca na ocasião.
"Nascido em 1930 em Londres, Pinter geralmente é considerado o maior expoente do teatro dramático inglês da segunda metade do século 20", acrescentou a Academia.
Em 1957 estreou como dramaturgo com "The Room". Uma de suas primeiras obras "The Birthday Party" ('A festa de aniversário', 1957), inicialmente um fracasso, com o passar dos anos se tornou uma de suas peças mais encenadas.
Sua posição enquanto clássico moderno está ilustrada pela criação, a partir de seu nome, de um adjetivo que descreve uma forma de atmosfera e de um entorno particular nas peças de teatro: 'pinteresque'.
Desde 1973, Pinter também era conhecido como um fervoroso defensor dos direitos humanos.
Escreveu também novelas radiofônicas e roteiros para cinema e televisão. Entre seus trabalhos mais conhecidos nesta área estão 'The Tailor of Panama' ('O alfaite do Panamá', 2001),' The Handmaid's Tale' (1990), 'Accident' (1967), 'The French Lieutenant's Woman' ('A mulher do tenente francês',1981) ou 'Breaking the Code' (1996).
O Prêmio Nobel de Literatura, o britânico Harold Pinter, morreu aos 78 anos, no Reino Unido, nesta quarta-feira (24).
Laureado com o Nobel em 2005, o prêmio recompensou um autor que, "em suas obras revela o precipício que se esconde sob a conversa fiada diária e força sua entrada no âmbito fechado da opressão", afirmou o júri da Academia Sueca na ocasião.
"Nascido em 1930 em Londres, Pinter geralmente é considerado o maior expoente do teatro dramático inglês da segunda metade do século 20", acrescentou a Academia.
Em 1957 estreou como dramaturgo com "The Room". Uma de suas primeiras obras "The Birthday Party" ('A festa de aniversário', 1957), inicialmente um fracasso, com o passar dos anos se tornou uma de suas peças mais encenadas.
Sua posição enquanto clássico moderno está ilustrada pela criação, a partir de seu nome, de um adjetivo que descreve uma forma de atmosfera e de um entorno particular nas peças de teatro: 'pinteresque'.
Desde 1973, Pinter também era conhecido como um fervoroso defensor dos direitos humanos.
Escreveu também novelas radiofônicas e roteiros para cinema e televisão. Entre seus trabalhos mais conhecidos nesta área estão 'The Tailor of Panama' ('O alfaite do Panamá', 2001),' The Handmaid's Tale' (1990), 'Accident' (1967), 'The French Lieutenant's Woman' ('A mulher do tenente francês',1981) ou 'Breaking the Code' (1996).
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